Comprometida a atingir emissão zero de carbono até 2050, a Cummins investe continuamente no mundo da mobilidade e também em soluções específicas para o mercado fora de estrada. Já estão em desenvolvimento sistemas e componentes que alimentarão máquinas pesadas na próxima década, incluindo baterias, sistemas movidos a hidrogênio e motores a diesel avançados.]

Jeremy Harsin, diretor global de mercado de construção da Cummins, que trabalha no negócio off-road com a empresa há 14 anos, fala em investimentos cruzados, aqueles que vão favorecer todos os segmentos de atuação da companhia. “Mas há peculiaridades que têm de ser levadas em conta e, da mesma forma que acontece com os motores veiculares, também não haverá uma solução única rumo a zero emissões nas máquinas fora de estrada”.

É sabido que as baterias, o hidrogênio e outros sistemas alternativos de energia ganham terreno no mercado, mas os motores a diesel continuarão sendo uma tecnologia vital de trem de força. E isso, segundo a Cummins, particularmente no off-road, visto que os ciclos de trabalho dos equipamentos fora de estrada, juntamente com a natureza operacional remota de muitas máquinas, principalmente as mais pesadas, dificultarão a substituição do diesel.

Mas também haverá espaço nessa área para os combustíveis renováveis. Quando se fala em construção compacta, por exemplo, tem havido uma tendência para a eletrificação. Além disso, o hidrogênio também está surgindo como um combustível alternativo de interesse, seja na utilização em células de combustível ou em motores de combustão interna.

Neste contexto, Fábio Magrin, líder da Unidade de Negócios New Power para a América Latina e de Negócios do Segmento High Horse Power (HHP – motores de alta potência acima de 19 litros), ressalta o programa “Destino Zero”, estratégia global de sustentabilidade da Cummins para acelerar a redução dos impactos de gases de efeito estufa (GEE) e qualidade do ar de seus produtos para atingir emissões zero até 2050, de modo a atender a todas as partes interessadas de forma sustentável para os negócios da empresa.

De acordo com Magrin, a Cummins está bem posicionada para os diferentes cenários de emissões que podem ocorrer fora da estrada. Ele lembra que já é possível observar um aumento no uso de biocombustíveis, como o HVO100 nos motores de combustão interna (ICE) a diesel. “Bolsões disso já estão acontecendo. Atualmente, alguns dos motores fora de estrada da Cummins são aprovados para diesel B20 .

Com relação aos projetos de soluções específicos para as operações fora de estrada, Magrin cita como um fato curioso o HVID, o primeiro modelo de motor que a Cummins produziu em 1919. Disponível a partir de 1,5-8 hp, pesava 280 kg e funcionava com diesel ou querosene e era chamado de “Motor a óleo”. Cerca de 3.000 foram fabricados pela Cummins em Columbus, Indiana, até 1924:

“Comparando com o motor mais recente B6.7 Stage V de 2019, ele produz mais de 300 hp”, explica Magrin, “Isto é mais de 45hp por litro vs 3hp por litro do motor original. Pesando 583 kg, produz 0,6hp por quilo contra 0,01 do HVID, refletindo mais de cem vezes a potência com apenas duas vezes o peso. Isso também foi alcançado reduzindo as emissões em mais de 99%”.

O resultado, segundo o executivo, são motores com maior desempenho e confiabilidade, aumentando a produtividade do cliente final. Com menor gasto em combustível, menos manutenção e menor peso e tamanho. Mas principalmente, menor impacto ambiental!

Em mineração não é diferente. Atendendo o segmento desde 1926, as soluções Cummins vêm para apoiar seus clientes na redução da pegada de carbono. “A Cummins tem a vantagem de ser uma empresa global, por isso já produzimos e vendemos motores que atendem às regulamentações europeias de emissões Tier IV e estamos investindo ativamente nos próximos produtos com emissões rodoviárias. Com uma excelente equipe de engenharia, a Cummins atenderá ou excederá quaisquer novas regulamentações que possam surgir”, garante Magrin.

Os recursos de engenharia de alta qualidade, juntamente com um grande portfólio de produtos “nos posicionam bem para vários cenários regulatórios”, complementa o executivo. “Esse cenário é verdadeiro independentemente de estarmos falando de diesel ou opções de energia alternativa. Quando combinamos isso com uma rede global de fabricação e suporte, estamos animados para ver quais oportunidades o futuro reserva”.

Fonte: Da Redação/Assessoria/Cummins