Tal como a casa própria ou o carro dos sonhos, possuir um cantinho para aqueles tão merecidos momentos de descanso e lazer nunca deixou de ser um sonho para a maioria da população. Mas o que vemos na atualidade são novos conceitos de consumo e modelos de negócio. Hoje, a conquista da posse ganha releituras, por meio de novas formas de acesso a bens de consumo. É neste contexto que a multipropriedade cresce e ganha fôlego.

Golden Gramado Resort Laghetto (Imagem: Divulgação)

“Dado o potencial deste modelo, é fundamental dar visibilidade ao tema dentro do mercado, agregando novos players, boas práticas e cases de sucesso e inovação para o desenvolvimento de novos negócios”, destaca Mineo Nakamura, sócio diretor do Grupo ABL Prime, atuante no mercado goianiense desde 2017 e referência no segmento imobiliário.

Como o próprio termo já sugere, trata-se de um modelo de negócio por meio do qual se cria um condomínio especial que permite dividir um imóvel, casa ou apartamento, em frações de tempo. Cada titular de fração tem a propriedade individual do imóvel designada por duas referências: a espacial, que equivale à localização da unidade no seu aspecto físico; a temporal, que equivale ao período do ano para efeito de ocupação e uso, que segue um cronograma de uso compartilhado.

Na prática o que isto significa? Se o proprietário tem 3 semanas em algum resort, ele vai utilizar as 3 semanas e isso é exatamente o que utilizaria no caso de ter um imóvel próprio. Se ele tem 1/26 avos de um imóvel, ele vai gastar 1/26 avos das despesas de condomínio também. Dessa forma, o imóvel não fica subutilizado, com a alternância de moradores em momentos distintos. Por outro lado, os usuários economizam nos custos de manutenção.

Segundo relatório Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil 2021, elaborado pela Caio Calfat Real Estate Consulting, os dados do Valor Geral de Vendas (VGV) revelam que a multipropriedade imobiliária vem crescendo significativamente nos últimos dez anos, atingindo em 2021 um total de R$ 28, 3 bilhões e 128 empreendimentos lançados – um aumento de 17% em relação ao ano de 2020.

Ainda segundo o documento, Goiás possui 21 dos 22 empreendimentos neste modelo, com destaque absoluto para Caldas Novas, com 18, além de Rio Quente, com dois, e Pirenópolis com um. Famílias formadas por casais entre 35 e 40 anos, com filhos pequenos ou pré-adolescentes, e que desejam ter o seu imóvel de segunda habitação, sem gastar muito, compõem majoritariamente o público-alvo.

Fonte: Da Redação/Assessoria