O Conselho Curador do FGTS aprovou o orçamento operacional do fundo para 2022 e o plano plurianual de aplicação para o período de 2023 a 2025. Cerca de R$ 326 bilhões de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderão ser usados até 2025 para a contratação de projetos nas áreas de habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana. Em 2022, o orçamento operacional aprovado é de R$ 75,4 bilhões para a contratação de obras e de mais R$ 8,5 bilhões em subsídios para a aquisição de moradias.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), o aporte deve possibilitar, até 2025, a construção de 2,5 milhões de unidades habitacionais por meio do Programa Casa Verde e Amarela, além de beneficiar quase 56 milhões de brasileiros com obras de saneamento e infraestrutura urbana. Também há a expectativa de manutenção e geração de 7,4 milhões de empregos por todo o Brasil. O mercado imobiliário reagiu positivamente ao anúncio.

Em Goiânia, o diretor da In Inteligência Construtiva, Rodrigo Lima, destaca que a aprovação é positiva. “Com a liberação, mais dinheiro é injetado na construção civil e haverá um incremento em todos os níveis. Por exemplo, serão aprovados mais financiamentos para as pessoas poderem comprar, mais obras poderão ser construídas e com isso mais empregos gerados, ou seja, movimenta toda a cadeia”, salienta ele que atua no mercado imobiliário há mais de 23 anos.

O incorporador esclarece que o FGTS que a maioria das pessoas conhece é o fundo de pessoal, que funciona como uma poupança e pode ser sacado pelas pessoas; porém esse que está sendo liberado é o que o governo pode utilizar para promover investimentos e desenvolvimento, o fundo do Conselho Curador, que apesar de serem da mesma fonte, têm funções diferentes. Contudo, ambos beneficiam a população com acesso mais facilitado à moradia, seja no saque do FGTS para dar entrada na casa própria, seja com mais disponibilidade de imóveis financiados pelas construtoras. Rodrigo considera que uma faixa será mais beneficiada: “O público dos projetos da Casa Verde Amarela precisa mais de financiamentos, então é provável que se tenha mais lançamentos desse programa. Porém, a tendência é que as construtoras avancem com projetos de uma forma geral”, afirma.

O empresário Rodrigo Lima conta que a novidade foi bem recebida na empresa. “Na In vamos utilizar esse recurso nos próximos projetos, pois ele vem ao encontro dos produtos que temos, como o lançamento que faremos no próximo mês na região noroeste de Goiânia. A liberação chega como um incremento e irá movimentar o setor imobiliário, dando mais disponibilidade para os clientes”, ressalta ele.

Fonte: Da Redação/Assessoria