Fotografias eternizam momentos, contam histórias e resgatam memórias. E mesmo em uma era digital, quando as redes sociais se tornaram os álbuns de fotos, a sensação de ter um clique revelado e emoldurado segue precioso. “As fotos fazem parte do acervo pessoal que chamamos de memória afetiva e, sem dúvida, provoca um efeito significativo, pois reafirma quem somos, de onde viemos e quem amamos”, revela a arquiteta Carina Dal Fabbro, responsável pelo escritório que leva seu nome.

Neste projeto assinado pela arquiteta Carina Dal Fabbro, a fine art foi eleita para esconder um quadro de luz que ficava ao lado da bancada de refeições rápidas, conferindo ao ambiente um ar mais contemporâneo | Foto: Rafael Renzo

Pela forma expressiva que a fotografia capta nossas emoções, ela sempre seguirá como um elemento valioso na decoração de interiores. Assinadas por profissionais famosos ou feitas pelos próprios moradores, adicionam mais personalidade e reafirmam o estilo da casa. Mas como acertar nas escolhas e valorizá-la na decoração?

No hall de acesso projetado pela arquiteta Patrícia Penna, do escritório Patrícia Penna Arquitetura, as fotografias P&B em fine art, com temática náutica, foram apoiadas em um aparador, criando uma composição clean e minimalista no décor | Foto: Leandro Moraes

Para Carina, não há uma regra no que diz respeito a quantidade, mas sim um senso de proporção na hora de reuni-las em uma composição. “Fica superelegante quando realizamos uma junção de fotos menores que podem, ou não, contar com uma moldura. Já no caso de uma imagem maior, até pelo destaque que se pretende alcançar, eu deixaria a imagem em uma posição exclusiva”, explica Carina.

Com as recordações das tantas viagens que o morador realizou ao longo da vida, as arquitetas do escritório Corradi Mello Arquitetura executaram uma composição de porta-retratos por todo o corredor que conduz para área íntima da casa | Foto: Evelyn Muller

Outra dica da arquiteta Carina Dal Fabbro é empregar as fotos pessoais agrupadas em um aparador ou em uma parede. Além de oferecer um toque diferente para a decoração e enriquecê-la com as emoções familiares, também é possível produzir uma combinação versátil e que pode percorrer vários cômodos da casa ao longo dos anos. “É possível pontuar alguns porta-retratos na móvel de cabeceira e, quando o morador quiser renovar o décor, levá-los para o aparador do hall de entrada, por exemplo”, detalha.

Entusiasta do uso de imagens de paisagens e fine arts, Carina Dal Fabbro, conta que as peças são acertos preciosos no décor de dormitórios, salas, copas e corredores | Foto: Rafael Renzo

Para se alinhar com o restante da decoração, a profissional reforça que não há uma regra específica, mas uma segredinho que sempre funciona são as fotos P&B que são democráticas, se ajustam com todos os estilos e não acrescentam mais cores. No tocante à posição que ocupam, uma caminho interessante para não marcar o ambiente com furos é apoiá-los em um móvel, como um aparador ou a cabeceira da cama, parede ou mesmo no chão.

Neste projeto assinado pela arquiteta Cristiane Schiavoni, o conceito de gallery wall inspirou o posicionamento das fotos que contam um pouco da gestação e nascimento da filha do casal. O estilo vitoriano deixa o quarto com ares de ambiente real! | Foto: Carlos Piratininga

Para montar um mix interessante de porta-retratos, a arquiteta esclarece que os modelos podem e devem ser diferentes. “É claro que devemos estabelecer um padrão entre eles, mas podemos ousar nos tamanhos e estilos das molduras sem medo de errar”, relata Carina. Para evitar danos e desbotamentos nas fotos, a arquiteta recomenda porta-retratos com vidros produzidos com proteção UV. Em locais com grande incidência de sol, vale investir em peças com vidro antirreflexo.

Carina Dal Fabbro Arquitetura

www.carinadalfabbro.com.br
@carinadalfabbroarq

Fonte: Da Redação/Assessoria